O que você pode descobrir ao gerir sua frota elétrica

O que você pode descobrir ao gerir sua frota elétrica

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17/03/2022

Ao gerir uma frota elétrica, é vital estar atento às métricas disponibilizadas pela plataforma de gestão. Identificamos e mapeamos as principais a serem acompanhadas pelos gestores de frotas de veículos elétricos e também quais são seus impactos na operação.

Consumo de energia por veículo: a rainha das métricas dos veículos elétricos

É bem simples obter o cálculo para saber o consumo de energia nos veículos elétricos, sendo eles particulares ou parte de uma frota, basta dividir a distância total percorrida pela quantidade de energia consumida. A exemplo dos modelos a combustão, os marcadores presentes nos veículos têm boa precisão, porém, a maneira ideal e mais exata de se obter este dado, é saber a relação direta entre a distância dividida pela energia injetada na bateria, através do controle de energia dos carregadores. A partir desta métrica, podemos encontrar outras variáveis importantes para a gestão das frotas, dentre as principais:

Veículo ideal para sua operação

Ao definir um modelo de veículo a ser utilizado para uma operação logística, são levados em conta os seguintes fatores: capacidade de carga, dimensões totais, custos de manutenção e, nos elétricos, a autonomia das baterias. Neste contexto, saber exatamente o consumo de energia é imprescindível para se calcular o retorno do investimento da frota, em especial por esta ser uma das principais métricas a ser avaliada para alcançar uma vantagem econômica frente aos modelos a combustão. Além disso, veículos elétricos dentro de um mesmo segmento podem ter eficiências diferentes, como por exemplo a Renault Kangoo elétrica e o furgão BYD T3.

Comparar trajetos distintos

Outra métrica derivada do consumo é a comparação entre diferentes trajetos percorridos pelos veículos. Você já deve ter ouvido falar que os modelos elétricos regeneram as baterias na frenagem e em descidas, logo, se o veículo percorre trechos mais urbanos com um ‘arranca e pára' constante, haverá mais eficiência do que trechos nos quais os veículos percorrem distâncias maiores sem parar.

Portanto, por incrível que pareça, os elétricos são mais eficientes em meios urbanos do que em rodovias, ao contrário dos a combustão. Por isso, entender onde o elétrico tem melhor rendimento melhora a taxa de retorno do valor investido.

Avaliar desempenho dos motoristas

O motorista é peça chave no consumo dos veículos, sejam eles elétricos ou a combustão. Com a regeneração das baterias, alguém que saiba o momento exato de parar de acelerar e deixar o carro agir sozinho com a ação da frenagem produzida por este efeito, será o responsável por aumentar ainda mais a eficiência do veículo.

Para quem não teve o prazer de guiar um veículo elétrico, a depender da configuração da potência da regeneração, o carro com velocidade de 40km/h pode parar completamente em cerca de 30m, só com efeito da frenagem produzida pela eletricidade, tanto que em algumas situações, a luz de freio é acionada mesmo sem que o condutor pise no pedal. Este efeito pode parecer estranho em primeiro momento, mas é o que faz o carro se tornar ainda mais eficiente, ao invés de gastar as pastilhas de freio, converte a energia em autonomia para as baterias. Portanto, mais do que em modelos a combustão, o condutor é essencial no processo de economia dos veículos elétricos.

Tempo de recarga dos veículos

Uma métrica importante para planejar a expansão da sua frota de veículos é ter uma rede de recarga adequada à sua disposição. Como explicamos em outro artigo, existem diferentes potências de eletropostos, que variam o tempo de recarga de 15 min a 8h.

Logicamente, equipamentos elétricos mais potentes custam mais caro e exigem instalações mais robustas, por outro lado, carregadores menos potentes fazem o tempo de recarga se estender muito, o que pode inviabilizar a operação. Neste sentido, uma gestão eficiente é crucial, pois por meio dela é possível saber as métricas que determinam os tempos de recarga de cada modelo, o que facilita na hora de planejar a compra dos carregadores ideais para sua frota.

Evitar que os carros fiquem sem carregar de um dia para o outro

É importante lembrar que o tempo de recarga pode chegar a 8h a depender do modelo do carregador, por isso é comum, e até indicado, que os veículos recarreguem durante a noite. Porém, chegar no dia seguinte e se deparar com um carro descarregado será frustrante e deixará uma unidade fora de circulação, comprometendo a logística por um erro básico, o não monitoramento da recarga.

A gestão dos carregadores possibilita que você não seja surpreendido caso, durante a recarga, algo aconteça que a interrompa. Quando se tem poucos carros, o gestor ainda pode conferir cada um deles e identificar caso haja interrupções no fluxo, porém em operações com vários veículos, isto se torna inviável. Outro ponto são os alertas e alarmes que podem ser vistos na plataforma de gestão, tornando a manutenção dos equipamentos mais simples e barata.

Conclusão

De acordo com William Edwards Deming, “Não se gerencia o que não se mede”, ou seja, ter ciência dos dados coletados durante as recargas é imprescindível para o sucesso da expansão da frota elétrica em médias e grandes empresas. Com métricas de recarga, é possível definir o melhor veículo para sua operação, identificar e treinar os motoristas, comparar trajetos e não ser pego de surpresa com o veículo descarregado na hora de o utilizar.

Para as empresas que estão nos estágios iniciais da eletrificação de suas frotas, monitorar as recargas é um ponto importante na compreensão dos desafios e entendimento da operação com os veículos. Para frotas maiores, o monitoramento é indispensável, principalmente para controle de consumo de energia e garantia de recarga de todos os carros.

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