Entenda as especificações técnicas do seu carregador

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29/10/2021

A maior parte da população possui um smartphone, pois é uma ferramenta indispensável para o dia a dia. A forma de carregar o celular é muito conhecida pelo consumidor final, uma vez que seu processo é realizado de forma externa, através dos carregadores portáteis e em praticamente qualquer tomada. Além do que pode ser visto, existe um sistema para garantir a recarga do celular: ao estabelecer a conexão com a tomada, a energia flui para o dispositivo e, por meio de um transformador, a tensão recebida é reduzida e estabilizada para uma quantidade compatível com o modelo do celular.

A realidade da recarga de um carro elétrico é similar à da apresentada acima, e neste artigo vamos explorar mais dessa operação, ao introduzir os conceitos de correntes elétricas e como elas são essenciais para o carro elétrico funcionar da maneira correta.

Os carregadores de veículos elétricos podem ser encontrados em diferentes versões, cada uma para atender um objetivo específico. Na ocasião da recarga, independente do lugar no qual ocorra, o processo é comum: requer conectar o veículo elétrico através de um cabo específico, a um carregador integrado na rede elétrica. Assim como no caso do aparelho móvel, a energia que chega para o veículo passa por um processo que a deixa compatível com o carro que estará ligado ao carregador.

A bateria do automóvel elétrico é a parte que possibilita o armazenamento da energia, e por ela passa um tipo de corrente, a contínua (DC). A corrente contínua possui tensão e corrente unidirecionais, ou seja, não sofrem alterações ao longo do seu curso e podem ser encontradas em pilhas. Ao se tratar de um veículo elétrico, na maioria dos casos, as recargas são realizadas em eletropostos de corrente alternada, que precisa ser convertida em corrente contínua para ser utilizada, através de um retificador já presente no carro. Isso possibilita que a carga gerada pelos carregadores de corrente alternada seja aproveitada e, por serem menos custosos, são mais vantajosos.

No mercado atual, todos os carros elétricos disponíveis possuem o retificador de fábrica, e o único caso em que a corrente permanece contínua durante todo o período de abastecimento é na ocasião do automóvel estar conectado a um carregador rápido ou ultrarrápido. Nesta situação, o eletroposto utiliza seu próprio retificador interno e transforma a energia da rede em corrente contínua, por isso tais carregadores são de maior porte e fornecem potência e velocidade de recarga superiores.

A tensão de alimentação dos carregadores pode se apresentar em três diferentes tensões: 127V (monofásico), 220V (mono ou bifásico) e 380V (trifásico), de acordo com a tensão final das distribuidoras que abastecem cada região. Com isso, a potência que resulta pode variar conforme a tensão alimentada. Este detalhe é importante para entender que um mesmo carregador, conforme a sua instalação, pode não disponibilizar sua potência nominal. Por exemplo, um carregador de 22kW que precisa ser instalado em 380V (trifásico) ao ser estabelecido em 220V (mono), apresenta somente 7kW de potência.

Outro fator relevante é que diferentes veículos podem não corresponder ao que é oferecido pela estação de recarga, uma vez que o retificador também possui uma potência máxima, que não pode ser ultrapassada. Ou seja, mesmo que o eletroposto consiga disponibilizar uma alta potência, nada irá acontecer se o retificador do veículo não possuir uma potência máxima equivalente ao que é oferecido. Estes casos são muito comuns em carros híbridos que tem seu retificador com uma potência máxima de 3,6kW e isso pode frustrar o consumidor, pois a recarga será mais lenta do que o esperado. É importante estar atento a esse fator e ciente de que, caso o carregador não seja compatível com a potência que o automóvel pode receber, não quer dizer que a bateria será danificada, muito pelo contrário, não fará diferença e o carro apenas será carregado de acordo com a potência do retificador nos casos de carga AC, e na potência máxima do controlador de baterias, no caso de cargas DC.

Por fim, se o uso do seu carregador for para frotas, condôminos ou pontos públicos e estes precisarem de gestão, monitoramento, controle de uso e cobrança, é importante escolher o equipamento adequado, capaz de suportar um software apto para lidar com a complexidade e o crescimento da sua operação, como o da Voltbras, que permitirá um controle total sobre o equipamento, potencializando o seu negócio. Para estes casos, opte por um carregador inteligente, compatível com OCPP, e garanta uma boa conexão à internet, escolhendo um equipamento que a possibilite da forma mais adequada (cabo de rede, chip ou Wi-fi).

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