Aumento das vendas de veículos elétricos: o que isso representa para o mercado de frotas?

Aumento das vendas de veículos elétricos: o que isso representa para o mercado de frotas?

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03/08/2022

A venda de veículos elétricos cresceu em níveis mundiais. No Brasil, os impactos já podem ser sentidos através dos projetos que visam a expansão da infraestrutura para os eletrificados, incentivos fiscais e aumento do interesse do público acerca de bens de consumo que sejam sustentáveis. Um dos mercados atingidos por essas mudanças, é o das frotas.

As frotas de caminhões e veículos de menor porte já sentem o impacto da mobilidade elétrica, uma vez que diversas empresas conceituadas no setor as utilizam. O seu uso é muito vantajoso, pois permite a melhor gestão de tempo e recursos, e a possibilidade de lucrar mais, pois gera menores custos relacionados ao combustível. Mas em um nível prático, o que esse salto nas vendas de veículos elétricos indicam para o futuro das frotas a longo prazo?

Consolidação do Mercado

De acordo com a Bloomberg, provedora de notícias econômicas, o mercado global está próximo de transformar os veículos elétricos na nova tecnologia de massa. Isso porque vários países decisivos para a manutenção do negócio automotivo estão a ponto de ultrapassar a marca dos 5% de sua produção ser só de veículos elétricos. Esse marco indica o início da adoção em massa dos VEs, período em que as preferências tecnológicas mudam de forma rápida, segundo a análise feita.

No último semestre, os Estados Unidos se juntaram à Europa e China, dois dos maiores mercados de automóveis, a atingir essa porcentagem. Se o país seguir essa tendência, estabelecida por outros 18 países que já a conquistaram antes dele, a estimativa é que um quarto das suas vendas de veículos novos poderá ser de elétricos até o fim de 2025, o que representa um ou dois anos à frente da maioria das previsões.

Porém, qual a importância dos 5%? Esta métrica é relevante pois a maioria das novas tecnologias, como smartphones, aparelhos de TV e lâmpadas LED, por exemplo, seguem uma curva de adoção no formato de S. O que significa que as vendas são expressivas na fase de adoção inicial, e voltam a crescer quando essas tecnologias se tornam dominantes.

No caso dos veículos elétricos, os 5% representam o ponto em que os primeiros a adotarem essa nova tecnologia são ultrapassados pela demanda convencional. Ou seja, as vendas que tendiam a ser lentas e imprevisíveis, passam a seguir uma demanda acelerada.

Logo, para as frotas elétricas no Brasil, isso indica uma consolidação do mercado, pois faz sentido, com todas as movimentações realizadas no cenário mundial, que os outros mercados sigam a tendência adotada pelas potências do setor automotivo. O investimento em elétricos, além de se pagar, irá se perpetuar, por estar alinhado com os interesses mundiais para o futuro automotivo.

Uma informação recente é que o Brasil sediará a instalação da 1ª gigafactory de baterias de lítio da América Latina. Sua produção será responsável por abastecer o mercado de veículos elétricos no território nacional. Os dispositivos serão de última geração e com foco na economia circular, conceito que associa desenvolvimento econômico ao melhor uso de recursos naturais, por meio de novos modelos de negócio e na otimização dos processos de fabricação.

De acordo com Eduardo Javier Muñoz, CEO da Bravo Motor Company, uma das empresas responsáveis pelo projeto, o mercado brasileiro foi escolhido por uma série de fatores. “8% dos empregos brasileiros são ligados direto ou indiretamente à cadeia produtiva automotiva, inserindo o Brasil como um forte player global. A aposta do futuro de todo ecossistema é a eletrificação e, por isso, a necessidade de baterias aderentes a esta demanda tornou-se ainda mais estratégica. Escolhemos o mercado brasileiro devido a esta capacidade de pessoas e por contar com materiais estratégicos para a produção da bateria.”, afirma o executivo.

Mais do que a inovação, a possibilidade da produção nacional de componentes vitais para os veículos elétricos é um grande passo para a diminuição dos custos de fabricação e preço final, o que diminuirá a barreira de entrada e incentivará outros players a apostarem no Brasil, que é considerado por executivos e especialistas, um mercado com ótimo potencial para os eletrificados.

A maioria das montadoras que operam no Brasil preferem seguir o caminho da transição dos veículos, porém, já tem outras empresas que, por confiarem no mercado brasileiro, acreditam na entrada nos negócios com automóveis 100% elétricos, caso da multinacional estadunidense de fabricação automotiva, GM.

Ao contrário dos seus concorrentes, a empresa já pretende lançar quatro veículos elétricos a bateria no Brasil, e o motivo é acreditar que já superou a fase da mudança dos motores a combustão para os elétricos, e também conta com parceiros locais para executar sua estratégia.

Para iniciar seu plano de ação, a GM se baseou em um estudo recente do BCG (Boston Consulting Group) publicado pela Anfavea, entidade que representa os fabricantes de veículos, cujo conteúdo são as previsões feitas sobre o mercado de automóveis no país.

O documento indica que, no futuro próximo, o Brasil possuirá uma frota de veículos eletrificados que corresponderá a 62% do número total. Além disso, a multinacional mira no crescimento do mercado elétrico brasileiro, que atualmente é o sétimo colocado, com uma produção anual que deve chegar a 2,4 milhões de unidades em 2022, segundo estimativas da Anfavea.

Isso indica que as montadoras acreditam na produção brasileira, e pretendem investir uma quantia significativa nos próximos anos. Ou seja, haverá melhores ofertas de veículos elétricos para as empresas montarem suas frotas, assim como uma melhor tecnologia e preço.

No cenário atual, soluções tecnológicas são ofertadas para auxiliar o gestor a controlar sua frota elétrica. Esse monitoramento pode ser executado a partir de uma plataforma de gestão, por exemplo. Esta funcionalidade consiste em um pacote de ferramentas, para gestores e operadores terem total controle e acompanhamento da rede de eletropostos, em tempo real. O software traz uma série de funcionalidades para gerenciamento e potencialização de ganhos com as recargas.

Esse tipo de tecnologia também é capaz de afetar outros fatores da operação, como a escolha do carregador ideal, local para iniciar as operações, qual o veículo ideal, entre outros. Com o aumento das vendas de elétricos, cada vez mais o nível tecnológico dessas soluções será aprimorado e mais dados relevantes serão utilizados para criar a estratégia ideal para as necessidades logísticas das frotas.

A Voltbras, startup especializada em desenvolver soluções inteligentes para a gestão de recargas de veículos, já desenvolve tecnologias que atendem sua base de clientes, que incluem frotas, redes de recarga e energia, distribuídos por todo o Brasil. Sua tecnologia é responsável por aprimorar a experiência de diversas empresas, e é pioneira na construção de um futuro elétrico no Brasil.

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