O carro elétrico, quais as suas vantagens e porque ele é tão bom.

29/11/2019

Quando pensamos em um carro plugado na tomada de casa durante horas, a primeira pergunta que vem à cabeça é: “Quanto isso vai custar?”. A maioria das pessoas tende a pensar que será uma fortuna. Mas não é bem assim. O custo é mais baixo do que se pensa.

O primeiro ponto a ser ressaltado é que as tomadas residenciais no Brasil seguem o padrão NBR5410, com aqueles três pontos de entrada. Qualquer carro elétrico tem entrada de tomada, como qualquer outro eletrodoméstico. Caso não haja compatibilidade, um simples adaptador resolverá o problema.

A recomendação deste padrão é de que as tomadas de 110 Volts tenham no mínimo 10 amperes e no máximo 20 amperes. Já as de 220 Volts possuem corrente de 20 amperes. Em qualquer uma é possível carregar e o custo é o mesmo, só muda o tempo de recarga.

Por exigência de segurança do padrão NBR5410, a rede deve ser aterrada. Nas residências mais modernas, o aterramento já é feito na construção. Caso não haja, o proprietário deverá fazer a conversão para carregar o carro elétrico.

A função daquele terceiro pino da tomada é justamente por conta da rede aterrada.

Em relação ao cálculo do valor, ele pode ser feito pelo próprio proprietário da casa, basta saber o quanto de potência a rede elétrica possui, medida em Watt (W). Por exemplo, uma tomada de 110V-20A tem potência máxima de 2.200W.

Para calcular o custo, o dono só precisa multiplicar o número de Watts, que está especificado no carregador do carro, pelo tempo em que o veículo ficou ligado na tomada, chegando então ao valor em quilowatt-hora (kWh).

Respeitando o limite apresentado pelas tomadas e, considerando que o carregador possua a potência de 2200W e que o carro ficou ligado dez horas, o gasto de energia foi então de 22 kWh, neste caso.

O preço do kWh é determinado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Porém, a tarifa varia de estado para estado, sendo que, quanto mais ao norte, mais caro é. A média nacional fica entre R$ 0,50 e R$ 0,60. Mas nada impede de regiões terem preço perto, ou superior, a R$ 1,00 e regiões com tarifa na casa dos R$ 0,30. Para simplificar, vamos usar como exemplo uma taxa de R$ 0,50.

Neste caso, o preço das dez horas carregadas será de R$ 11. Ou seja, o valor nada mais é que a multiplicação de 22 (kWh) x 0,50 (R$).

Se usarmos como exemplo uma tomada de 220V-20A, a potência máxima será de 4.400W. Nas mesmas dez horas, o consumo será de 44 kWh, que resultaria em um valor de R$ 22.

A porcentagem de carga enviada é definida pelo tempo de horas plugado na tomada e pela potência da rede. As baterias mais comuns comercializadas vão de 40 kWh a 60 kWh e a autonomia com bateria cheia fica em torno de 300 km.

No caso de uma tomada de 110V-20A, o tempo para a recarga completa pode demorar mais de 24 horas; nas tomadas de 220V-20A, será sempre metade; e em tomadas de 110V-10A, a potência é de 1.100W, sendo três vezes mais lenta que uma de 220V.


Ficou interessado?

Tire dúvidas e realize cotações pelo formulário abaixo, ou nos envie um email.

Assunto